Técnicas cirúrgicas são menos invasivas e mais seguras

Os avanços técnico-científicos, drogas mais eficazes e equipamentos de imagem de alta precisão revolucionaram o tratamento cirúrgico de uma série de doenças, nas últimas três décadas. “Antigamente, problemas como o aneurisma, malformação vascular cerebral congênita, na maioria das vezes levavam o paciente ao óbito ou deixavam graves seqüelas”, recorda o neurocirurgião Marcos Gusmão. O aneurisma é a dilatação anormal das paredes de uma artéria ou veia, com risco de ruptura. Hoje, os resultados são animadores, mesmo nos casos considerados mais complexos. A medicina evoluiu de tal forma que é possível até mesmo tratar o aneurisma sem cirurgia, pela embolização através de catéter, quando há indicação.
A experiência associada ao domínio técnico e à atualização constante de médicos conceituados fazem do Hospital da Sagrada Família um centro consagrado no campo da cirurgia, em diversas especialidades. Nos anos 80, o serviço liderado pelo Dr. Marcos Gusmão no Sagrada Família foi um dos primeiros na Bahia na área da microcirurgia cerebral. Na época, foi pioneiro em Salvador em procedimentos como a cirurgia para descompressão neurovascular do trigêmio, nervo responsável pela sensibilidade da face.
“Em mais de 30 anos de trabalho, tive a felicidade de vivenciar importantes avanços nesta área”, avalia Dr. Marcos Gusmão. Em sua trajetória, ele aprimorou-se em alguns centros de referência mundial em neurocirurgia, como a Universidade de Michigan e o Barrow Neurologic Institute, em Fênix, Arizona, ambos nos Estados Unidos. Um dos acontecimentos mais marcantes foi o período de um mês em que acompanhou de perto o trabalho do Dr. G. Yasargil, considerado uma das maiores autoridades mundiais em neurocirurgia.

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