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Arquitetura transforma instalações
O Hospital da Sagrada Família vem passando nos últimos anos por diversas transformações em sua estrutura física para adaptar-se ao crescimento e à demanda dos serviços de saúde. O trabalho é desenvolvido por uma equipe especializada, com a assessoria do arquiteto e projetista Hélio Sá Leitão, especializado em arquitetura hospitalar pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Um dos desafios é aliar à tradição da sexagenária instituição à modernidade característica dos projetos hospitalares atuais. “O que prevalece é a implantação de medidas que contribuam para otimizar o fluxo de serviços, proporcionando ao usuário mais conforto e bem estar”, destaca o diretor administrativo do Sagrada Família, João Pazian. Os projetos desenvolvidos priorizam a humanização do atendimento.
Algumas intervenções arquitetônicas têm sido feitas, por exemplo, para tirar proveito da bela paisagem da Baía de Todos os Santos. Hoje, em diversos trechos do hospital e em algumas alas de internamento é possível se debruçar sobre a bela vista do mar da Baía. Além do visual reconfortante, os espaços também são privilegiados pelo melhor aproveitamento da luz natural e da ventilação. “São aspectos que refletem no bem estar e na saúde das pessoas”, diz Hélio Sá Leitão.
A arquitetura hospitalar é influenciada pelos estudos da psicologia do comportamento, que indicam uma resposta positiva dos pacientes às cores suaves, à luz do dia e a espaços mais arejados. “São soluções muitas vezes simples que possibilitam uma hospedagem mais agradável ao paciente”, complementa o arquiteto. As intervenções arquitetônicas também levam em conta os fluxos de materiais e pessoas. Recursos como a passarela que interliga áreas do Hospital, além de corredores, tubulações e dutos fazem parte desta complexa estrutura por onde circulam macas, equipamentos e gases medicinais, entre outros.
O trabalho desenvolvido busca a racionalização das obras, o que envolve o planejamento e o uso de materiais adequados. A expansão e o remanejamento de espaços são criteriosamente estudados, prevendo futuras intervenções. “É preciso avaliar cada transformação na estrutura física e seu impacto no conjunto do hospital”, observa João Pazian, gestor hospitalar com experiência não só em Salvador, mas em outras capitais. Tudo é desenvolvido com as normas e leis que regem a área hospitalar, desde a escolha dos acabamentos às medidas de cada espaço. Para ajudar a combater a infecção hospitalar, são empregados materiais de fácil limpeza, com mais resistência à ação de produtos químicos e manutenção simples, além de maior durabilidade. Materiais mais leves e funcionais, como o gesso acartonado, são algumas das soluções inovadoras utilizadas no Sagrada Família, em sintonia com os avanços nesta área. |